domingo, 5 de fevereiro de 2012
Time Flies
É complicado tentar expressar uma fala que não sai, um som que não é audível, uma palavra vazia que se perde no espaço. Ainda não é concebível transformar um nada num tudo , memórias em amor e fantasias em benevolências que não subsistem.Todavia nada me impedirá de alcançar os meus objetivos, de atravessar um mar em pura tempestade, pois no que há de mais profundo em mim , eu sei que há uma luz que me salvará , uma moral que se eternizará, e um novo amanhecer no escuro da ignorância. Procuramos incessantemente uma correspondência amorosa, uma metade, algo que se encaixe a nós como uma luva, uma compreensão constante ; procuramos aí o ponto de abrigo e fazemos desse algo a nossa dependência, centramos a nossa mente pouco ou nada alinhada com o nosso coração e seguimos essa crença quimérica cegamente, como se esse nada fosse o nosso tudo.Esquecemos a nossa existência pois ela passa a meramente secundária, dias e noites sádicas perdidas com algo inalienável. Deixei de me agarrar aos zeros benefícios que me envolviam e ás utopias que no fundo eu sabia que não tinham sentido, não direi que não tenho saudades da capacidade de tocar a melodia que me foi dada, mas é com orgulho que hoje sei que a prioridade em mim, serei eu mesma. Procurei incessantemente essa correspondência, mas hoje a única pessoa que procuro é a mim mesma, sei que tudo o que perdi na verdade nunca foi meu, por isso não me arrependo, mas não irei deitar mais gotas em algo que já á muito transbordou, não deixarei um coração repleto de afeições se unir a outros espíritos igualmente quiméricos e não deixarei o objeto usado cair novamente num pano sujo.O vento levou tudo o que á muito já perdurara, o vento levou a ferida que nunca expirava e o amor que nunca viveu, o vento levou o teu amor e com ele juntamente o meu.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Ao ritmo do vento
Creio que foi destino, que estava destinado a ser o que foi e o que é , creio que não estava nas minhas mãos o destino deste inacabado ser, mas que algo saudoso se embalou no meu trajeto.Continuo sentada no mesmo baloiço controlada pela mesma balança osciladora que me controlava em tempos passados, todavia a força é outra, a garra alterou-se e nao quero que se transforme novamente na dor seca e descalça que em tempos sentia mas que permaneça esta vontade acesa e escaldante que vai dando vida e ritmo ao meu mundo.Agora a força renasceu comigo, contigo, em nós. Nasceu no mundo que ambos criámos e que nada teceu , nasceu no mundo que tu criaste e na vida que no meu se ergueu.
sábado, 26 de novembro de 2011
Tears of blood
Vai-te embora, saí , esvazia o meu ténue coração de ti, de todos os teus pedaços que cá continuam intactos. Vai-te embora de vez. Voa para bem longe de mim , para onde eu nunca te consiga alcançar, para onde eu não te consiga ver. Quero puder escolher , se ao menos eu pudesse escolher, sem sombra de dúvida escolheria não te amar. Já nem quero que me ames, que me queiras. Já vou deixando de sentir essa necessidade que controlava o meu coração. Mas acabou. A pessoa pela qual me apaixonei já não existe, já não está lá. Vive em ti um ser cujo o molde já não me satisfaz, já não me trás qualquer tipo de benefício. Não julgues que não te amei. Amei-te (amo) com toda a minha alma e coração , com todas as minhas forças ( as que tinha e as que não tinha) e acredita que te vi como ninguém te viu, que vi em ti a extraordinária pessoa que consegues conter ( mas que apagaste). Desculpa, mas acho que já não te amo o suficiente para sofrer mais por ti.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Traço de memória & cicatriz de um coração
Tento elevar o teu coração enquanto o meu aperta, e tento trazer alegria à tua alma enquanto trazes melancolia à minha. Tenho vivido tentando adaptar-me ao teu molde, tentando adaptar-me a ti de todas as maneiras mesmo que isso implicasse abdicar de mim mesma , perder-me no meu próprio mundo onde fiquei enclausurada, retida pelas sombras que me criaste e a utopia que em mim ergueste . Tenho tentado dar-te o espaço que precisas , o ombro amigo que necessitas e um sorriso para na tua cara pores e todavia com esse teu espirito carregado de mágoas ja envelhecidas insistes em ombrear quem te tenta dar o sol , quem está lá eternamente a aguardar o dia em que consigas dar valor a todas as lágrimas por ti derramadas e tudo o que de mim te foi dado. Não sei se insistes em apagar-me por pudor , mas sei que nunca vais conseguir perceber o quão real é o meu amor.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
In The Mirror
Olho-me ao espelho, deleito-me no reflexo, no reflexo desse alguém que um dia deixou fugir a existência que tinha nas mãos.
Esse alguém que agora não passa duma miragem de um passado inacabado e de um futuro cativante. Deixei escorregar esse alguém sem pensar uma vez em voltá-lo a apanhar. Esse alguém que cuja vida agora o fascina, esse alguém cujo o amor lhe suscita vida e apazigua a mágoa. Esse alguém que hoje não é ninguém sem ti.
O relógio toca solenemente dentro dos meus ouvidos como do bater do coração se tratasse. As baladas começam a fazer sentido, começam a relembrar-me de que é hora de partir, hora de deixar esta sequência de sensações que teima em suscitar em mim.
É hora de erguer o nosso tempo, erguer o tempo em que somos nós os reis do nosso mundo, o tempo em que não importa se os outros compreendem, se aceitam, se acham ético ou correcto, pois este é o nosso tempo de glória e vou dançar com ele, num mundo que é teu, que é meu, que é nosso.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Eu sou
Eu sou aquilo que escrevo, aquilo que penso, sou aquilo que lês, aquilo que não lês. Sou o caderno escrito e rescrito mil e uma vezes repetidamente sobre ti, sou o caderno que não lês, a carta que não vês. Sou um mistério opaco de inefáveis índoles que um dia me farão tremeluzir.
Tiro a capa a mim própria mas só vejo inúmeras locuções desordenadas que teimo em reconstruir, reconstruo-o fazendo outro caderno, um livro, o meu livro, a minha história, a nossa história, aquela que não lês, aquela que não vês.
Corria-me vida nas veias que era diariamente desperdiçada. O teu solene andar, os teus profundos olhares fazem-me querer-te cada dia mais, quero explorar, quero explorar esse tempo moribundo que me faz entrar em frenesim com um só toque. O amor nunca me pareceu tão cristalino como até agora, nunca me pareceu tão límpido até hoje .Hoje quero levar-te por mundos musicais, hoje, quero que a minha melodia, sejas tu.
domingo, 31 de julho de 2011
Realidade
Deleitada em exíguos pensamentos, recordo-me que o que não me mata, torna-me mais forte.
Embrenhada em ínfimos pensamentos, deparo-me com a realidade de que o que foi, não volta, que temos que viver com a realidade por mais dura que ela seja; e por mais dor que nos cause, temos que aceitá-la.
Nunca ninguém disse que a vida era fácil, ela não é. Aliás, a vida é bela, nós é que damos cabo dela.
A vida é um labirinto colossal com apenas uma saída, dentro desse labirinto não há assim tantos esconderijos, e os que há não duram muito tempo, pois mais tarde ou mais cedo, a realidade vence a ilusão e a razão o coração.
Embrenhada em ínfimos pensamentos, deparo-me com a realidade de que o que foi, não volta, que temos que viver com a realidade por mais dura que ela seja; e por mais dor que nos cause, temos que aceitá-la.
Nunca ninguém disse que a vida era fácil, ela não é. Aliás, a vida é bela, nós é que damos cabo dela.
A vida é um labirinto colossal com apenas uma saída, dentro desse labirinto não há assim tantos esconderijos, e os que há não duram muito tempo, pois mais tarde ou mais cedo, a realidade vence a ilusão e a razão o coração.
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