quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ao ritmo do vento

Creio que foi destino, que estava destinado a ser o que foi e o que é , creio que não estava nas minhas mãos o destino deste inacabado ser, mas que algo saudoso se embalou no meu trajeto.Continuo sentada no mesmo baloiço controlada pela mesma balança osciladora que me controlava em tempos passados, todavia a força é outra, a garra alterou-se e nao quero que se transforme novamente na dor seca e descalça que em tempos sentia mas que permaneça esta vontade acesa e escaldante que vai dando vida e ritmo ao meu mundo.Agora a força renasceu comigo, contigo, em nós. Nasceu no mundo que ambos criámos e que nada teceu , nasceu no mundo que tu criaste e na vida que no meu se ergueu.

sábado, 26 de novembro de 2011

Tears of blood

       Vai-te embora, saí , esvazia o meu ténue coração de ti, de todos os teus pedaços que cá continuam intactos. Vai-te embora de vez. Voa para bem longe de mim , para onde eu nunca te consiga alcançar, para onde eu não te consiga ver. Quero puder escolher , se ao menos eu pudesse escolher, sem sombra de dúvida escolheria não te amar. Já nem quero que me ames, que me queiras. Já vou deixando de sentir essa necessidade que controlava o meu coração. Mas acabou. A pessoa pela qual me apaixonei já  não existe, já não está  lá. Vive em ti um ser cujo o molde já não me satisfaz, já não me trás qualquer tipo de benefício. Não julgues que não te amei. Amei-te (amo) com toda a minha alma e coração , com todas as minhas forças ( as que tinha e as que não tinha) e acredita que te vi como ninguém te viu, que vi em ti a extraordinária pessoa que consegues conter ( mas que apagaste). Desculpa, mas acho que já não te amo o suficiente para sofrer mais por ti.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Traço de memória & cicatriz de um coração

Tento elevar o teu coração enquanto o meu aperta, e tento trazer alegria à tua alma enquanto trazes melancolia à minha. Tenho vivido tentando adaptar-me ao teu molde, tentando adaptar-me a ti de todas as maneiras mesmo que isso implicasse abdicar de mim mesma , perder-me no meu próprio mundo onde fiquei enclausurada, retida pelas sombras que me criaste  e a utopia que em mim ergueste . Tenho tentado dar-te o espaço  que precisas , o ombro amigo que necessitas e um sorriso para na tua cara pores  e todavia  com esse teu espirito carregado de mágoas  ja envelhecidas insistes em ombrear quem te tenta dar o sol , quem está  lá eternamente a aguardar o dia em que consigas dar valor a todas as lágrimas por ti derramadas e tudo o que de mim te foi dado. Não sei se insistes em apagar-me por pudor , mas sei que nunca vais conseguir perceber o quão real é o meu amor.    

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

In The Mirror


Olho-me ao espelho, deleito-me no reflexo, no reflexo desse alguém que um dia deixou fugir a existência que tinha nas mãos.
Esse alguém que agora não passa duma miragem de um passado inacabado e de um futuro cativante. Deixei escorregar esse alguém sem pensar uma vez em voltá-lo a apanhar. Esse alguém que cuja vida agora o fascina, esse alguém cujo o amor lhe suscita vida e apazigua a mágoa. Esse alguém que hoje não é ninguém sem ti.
O relógio toca solenemente dentro dos meus ouvidos como do bater do coração se tratasse. As baladas começam a fazer sentido, começam a relembrar-me de que é hora de partir, hora de deixar esta sequência de sensações que teima em suscitar em mim.
É hora de erguer o nosso tempo, erguer o tempo em que somos nós os reis do nosso mundo, o tempo em que não importa se os outros compreendem, se aceitam, se acham ético ou correcto, pois este é o nosso tempo de glória e vou dançar com ele, num mundo que é teu, que é meu, que é nosso.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Eu sou



Eu sou aquilo que escrevo, aquilo que penso, sou aquilo que lês, aquilo que não lês. Sou o caderno escrito e rescrito mil e uma vezes repetidamente sobre ti, sou o caderno que não lês, a carta que não vês. Sou um mistério opaco de inefáveis índoles que um dia me farão tremeluzir.
Tiro a capa a mim própria mas só vejo inúmeras locuções desordenadas que teimo em reconstruir, reconstruo-o fazendo outro caderno, um livro, o meu livro, a minha história, a nossa história, aquela que não lês, aquela que não vês.
Corria-me vida nas veias que era diariamente desperdiçada. O teu solene andar, os teus profundos olhares fazem-me querer-te cada dia mais, quero explorar, quero explorar esse tempo moribundo que me faz entrar em frenesim com um só toque. O amor nunca me pareceu tão cristalino como até agora, nunca me pareceu tão límpido até hoje .Hoje quero levar-te por mundos musicais, hoje, quero que a minha melodia, sejas tu.

domingo, 31 de julho de 2011

Realidade

Deleitada em exíguos pensamentos, recordo-me que o que não me mata, torna-me mais forte.
Embrenhada em ínfimos pensamentos, deparo-me com a realidade de que o que foi, não volta, que temos que viver com a realidade por mais dura que ela seja; e por mais dor que nos cause, temos que aceitá-la.
Nunca ninguém disse que a vida era fácil, ela não é. Aliás, a vida é bela, nós é que damos cabo dela.
A vida é um labirinto colossal com apenas uma saída, dentro desse labirinto não há assim tantos esconderijos, e os que há não duram muito tempo, pois mais tarde ou mais cedo, a realidade vence a ilusão e a razão o coração.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Livro

Diariamente me deleito sobre o livro que outrora começara a redigir , é quase como que algo me fizesse deparar com ele todos os dias fazendo suscitar em mim a vontade de o concluir. Odeio incutir a mim mesma que ele não é suficientemente digno de algo mais que ultrapasse um fólio que qualquer pessoa escreve, mas a verdade é que é isso mesmo que sinto. No entanto é insaciável a vontade que penetra nos meus poros e me obriga a dirigir ao pequeno e pomposo livro outrora alguém escolheu dar vida.
E assim dirijo-me a ele cambaleando no estreito e vasto corredor que á minha frente se encontrara. Afasto-me do mundo em que me encontro, afasto-me da realidade que me envolve, e por puros e inefáveis momentos, sou realmente feliz.