sábado, 26 de janeiro de 2013

Ao encontro da paz



Cessarei de tentar fugir, cessarei com a busca de um amor que não existe e de um coração que não subsiste. Procurarei na minha vida algo que me abstraia e que me faça verdadeiramente feliz pois estou farta deste rio oscilador que me atira sempre para fora de mim. Renasce em mim a vontade de algo melhor, algo melhor que eu, que tu, que este amor inexistente e fervente que em mim teima em suscitar, que o calor que está presente nas palavras latentes efervescentes que redijo para me deleitar. Procurarei na minha vida algo, algo difícil de encontrar, algo que encontro em mim, que não encontro em ti : Estabilidade.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Puzzle incompleto



Foste uma peça que me caiu, a chama que em mim se acendeu, e a luz que na minha vida se ergueu. Não vale a pena tentarmos juntar as peças quando elas próprias se tendem a afastar, quando à partida não há uma tentativa sincera de tentar construir algo.
Por mais peças que juntasse o puzzle ficava incompleto, por mais empenho que dedicasse não era suficiente. Estou cansada e desgastada desta angústia interna que não cessa de doer, deste amor que não existe mas que tenta nascer. Vou fugir, fugir para um mundo onde esta emoção não vá desflorescer para um mundo onde o amor viva sem morrer.

sábado, 12 de janeiro de 2013


Alma pequena e moribunda que acompanhas o meu passo, que me embala, que me comprime; em ti embate o meu cansaço.
O melhor , talvez, seja encobrires-te deste corpo que tão pouco já te pode dar, deste corpo que tentou encaixar-se na tua melodia e com ela ser somente feliz. Mas que felicidade é essa que teima em pelas nossas mãos escapar? Que felicidade tão fugaz que nem dela podem aproveitar. Queria puder ir mais longe, que fossemos mais longe, mas mantendo-nos sempre ao nosso alcance de maneira a não irmos longe de mais e para que tenhamos forma de retornar.
Não temos que nos restringir ao que banalmente é feito, à nossa monotonia, ao nosso vulgar e fatigado dia-a-dia que nos envolve num rio de intuições, pois não é esse o nosso destino (se é que este existe), não é isso o que ambicionamos. Ambicionamos a felicidade, e essa não a pudemos deixar fugir ou esconder-se de nós, temos de prende-la ao sitio de onde ela nunca saiu : do nosso coração.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Time Flies

É complicado tentar expressar uma fala que não sai, um som que não é audível, uma palavra vazia que se perde no espaço. Ainda não é concebível transformar um nada num tudo , memórias em amor e fantasias em benevolências que não subsistem.Todavia nada me impedirá de alcançar os meus objetivos, de atravessar um mar em pura tempestade, pois no que há de mais profundo em mim , eu sei que há uma luz que me salvará , uma moral que se eternizará, e um novo amanhecer no escuro da ignorância. Procuramos incessantemente uma correspondência amorosa, uma metade, algo que se encaixe a nós como uma luva, uma compreensão constante ; procuramos aí o ponto de abrigo e fazemos desse algo a nossa dependência, centramos a nossa mente pouco ou nada alinhada com o nosso coração e seguimos essa crença quimérica cegamente, como se esse nada fosse o nosso tudo.Esquecemos a nossa existência pois ela passa a meramente secundária, dias e noites sádicas perdidas com algo inalienável. Deixei de me agarrar aos zeros benefícios que me envolviam e ás utopias que no fundo eu sabia que não tinham sentido, não direi que não tenho saudades da capacidade de tocar a melodia que me foi dada, mas é com orgulho que hoje sei que a prioridade em mim, serei eu mesma. Procurei incessantemente essa correspondência, mas hoje a única pessoa que procuro é a mim mesma, sei que tudo o que perdi na verdade nunca foi meu, por isso não me arrependo, mas não irei deitar mais gotas em algo que já á muito transbordou, não deixarei um coração repleto de afeições se unir a outros espíritos igualmente quiméricos e não deixarei o objeto usado cair novamente num pano sujo.O vento levou tudo o que á muito já perdurara, o vento levou a ferida que nunca expirava e o amor que nunca viveu, o vento levou o teu amor e com ele juntamente o meu.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ao ritmo do vento

Creio que foi destino, que estava destinado a ser o que foi e o que é , creio que não estava nas minhas mãos o destino deste inacabado ser, mas que algo saudoso se embalou no meu trajeto.Continuo sentada no mesmo baloiço controlada pela mesma balança osciladora que me controlava em tempos passados, todavia a força é outra, a garra alterou-se e nao quero que se transforme novamente na dor seca e descalça que em tempos sentia mas que permaneça esta vontade acesa e escaldante que vai dando vida e ritmo ao meu mundo.Agora a força renasceu comigo, contigo, em nós. Nasceu no mundo que ambos criámos e que nada teceu , nasceu no mundo que tu criaste e na vida que no meu se ergueu.

sábado, 26 de novembro de 2011

Tears of blood

       Vai-te embora, saí , esvazia o meu ténue coração de ti, de todos os teus pedaços que cá continuam intactos. Vai-te embora de vez. Voa para bem longe de mim , para onde eu nunca te consiga alcançar, para onde eu não te consiga ver. Quero puder escolher , se ao menos eu pudesse escolher, sem sombra de dúvida escolheria não te amar. Já nem quero que me ames, que me queiras. Já vou deixando de sentir essa necessidade que controlava o meu coração. Mas acabou. A pessoa pela qual me apaixonei já  não existe, já não está  lá. Vive em ti um ser cujo o molde já não me satisfaz, já não me trás qualquer tipo de benefício. Não julgues que não te amei. Amei-te (amo) com toda a minha alma e coração , com todas as minhas forças ( as que tinha e as que não tinha) e acredita que te vi como ninguém te viu, que vi em ti a extraordinária pessoa que consegues conter ( mas que apagaste). Desculpa, mas acho que já não te amo o suficiente para sofrer mais por ti.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Traço de memória & cicatriz de um coração

Tento elevar o teu coração enquanto o meu aperta, e tento trazer alegria à tua alma enquanto trazes melancolia à minha. Tenho vivido tentando adaptar-me ao teu molde, tentando adaptar-me a ti de todas as maneiras mesmo que isso implicasse abdicar de mim mesma , perder-me no meu próprio mundo onde fiquei enclausurada, retida pelas sombras que me criaste  e a utopia que em mim ergueste . Tenho tentado dar-te o espaço  que precisas , o ombro amigo que necessitas e um sorriso para na tua cara pores  e todavia  com esse teu espirito carregado de mágoas  ja envelhecidas insistes em ombrear quem te tenta dar o sol , quem está  lá eternamente a aguardar o dia em que consigas dar valor a todas as lágrimas por ti derramadas e tudo o que de mim te foi dado. Não sei se insistes em apagar-me por pudor , mas sei que nunca vais conseguir perceber o quão real é o meu amor.