terça-feira, 17 de junho de 2014

Eu sei


Eu sei.
Eu sei o derradeiro momento que senti. O derradeiro momento em que te senti a fervilhar em mim. Foi num ápice. Sem me aperceber as nossas almas já eram uma só e algo começara a ligar-me a ti de maneira inexplicável. Nem hoje eu sei explicar. Não sabia se era isto que queria, mas sabia que era o que sentia. Para quê ignorar o nosso coração quando eles nos permite aceder a este sentimento? Quando ele me permite aceder a ti.
As coincidências eram avassaladoras. ‘’Como é que é possível?’’ era a pergunta que em mim ecoava.
Hoje eu sei a resposta.
Era destino. De alguma forma o dia em que te conheceria e farias parte de mim haveria de chegar. E chegou e com ele o medo. O medo do certo e do errado, o medo do futuro.
O tempo passou e o meu medo mudou.
Hoje o meu medo é de te perder, de nos perder a nós, de perder este sentimento maravilhoso e inexplicável que temos. Não me imagino sem ti, a minha vida sem a tua presença, sem olhar todos os dias para a melhor pessoa que conheci até hoje, a pessoa maravilhosa e genuína que és.
Todos os dias lutarei por o que sinto, por o que nós sentimos.
‘’A nossa história não pode acabar assim’’ –jamais terá um fim.
Prometo estar contigo em todos os momentos da tua vida para te fazer sorrir, parra te ver brilhar, para te segurar a mão quando precisares e para te relembrar todos os dias da sorte que eu tenho em ter-te na minha vida.
Um obrigado é pouco. Por ti , enfrento o mundo com uma mão pois sei que me estás a segurar a outra.

A life together awaits us: In sickness and in health, in joy and in sorrow, and not even death will separate us*

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Speechless




É complicado de expressar.
Expressar o que não se conhece, o que nunca se sentiu outrora, expressar o que na verdade sentimos mas não sabemos.
É mais fácil sentir. Fechar os olhos e entregarmos o eu ao tu e meramente sentir, sem complicações, sem rótulos.
Todavia, é necessário pensar, reflectir e interiorizar o que de exterior nos toca, numa tentativa de compreender, numa tentativa de nos compreendermos.
O problema é quando não nos conseguimos compreender, quando as palavras são demais mas não são as correctas, quando o que sentimos vai para além do que queríamos e para além do que conseguimos explicar.
Não há vida sem isto : sem complicações, sem que o nosso coração ande a cem e a cabeça a mil e sem conseguirmos verbalizar aquilo que sentimos e que pensamos.
Há que levantar os medos, sugar a esperança, implementar a alegria, engrandecer a bonança, e nunca mas nunca esquecermos quem somos, daquilo que queremos e daquilo que um dia pretendemos atingir, e quando um dia tudo parecer  ter um fim, olha-me nos olhos, pega-me nas mãos, e leva-me para o mundo onde reina o que ainda há de nascer, para o mundo onde tudo renasce do nada e se torna no tudo : o nosso coração.





segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Renascer


E quando se dá um mero cruzamento de olhares? Quando tudo não passa de meros corações saltitantes tentando trespassar o interior da mente humana? Quando os nossos sentidos querem mais do que a razão nos pode dar e quando tudo o que sempre acreditamos parece se despedaçar aos poucos?
Os corações batem, a respiração prossegue mas a alma sente-se apagada.
Eventualmente tudo o que nos acontece acabará por nos ensinar algo, por nos fazer usufruir de alguma sensação que de alguma forma será benigna.
Quando não há amor não vale a pena insistir, não vale a pena lutar por algo que nem sequer existe, por um nós que não subsiste e por algo que não encontra raízes para crescer. Não dá para concertar algo que sempre esteve partido, algo que nunca encontrou sentido de existir.

Quando tudo na vida parece ter um fim é simplesmente porque ela precisa de encontrar um novo início. E esse início, parte de ti.

sábado, 10 de agosto de 2013

Somos movidos pelo amor



O tempo corre e nem sentimos e peso dele. Escorre entre nós mesmos e nem por ele damos conta. A vida não tem sentido quando não há amor, quando o nosso coração não é envolto desse voluptuoso sentimento que tanto nos dá ânimo, que tanto nos dá rumo, que nos encaminha levemente para o início da vida, da nossa nova vida.
Perdidos são os sorrisos que já para trás ficaram, as memórias que lá permanecem.
Não é preciso ser fraco para relembrar um forte amor vivido, uma mágoa marcada, uma cicatriz que algures permanece na nossa alma.
Na vida o amor é essencial, seja o amor a um objectivo, seja o amor no que diz respeito à família, aos amigos, e aos que no nosso coração tocam, assim como o amor a nós mesmos como forma de dar valor ao nosso papel na vida, e ao que podemos fazer dela e alcançar com ela.
O amor, esse sim, esse sentimento perdido, toda a gente o tem e muita gente o esconde com medo de perder o que nunca lhe pertenceu; dele é impossível fugir, é um pecado fazê-lo, é ele que nos move, que nos direcciona e que em nós se instala sempre por um motivo.
Sempre para nos fazer aprender.
Aprender a amar.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Utopia

Sinto como se fosse hoje : a angústia sentida, a tristeza afundada e a dor bramada. Não passará hoje, nem amanhã, não é algo que dê para se conformar, não me conformo. Não me conformo com a tua ausência, a dor de não te ter, a dor de não ter parte de mim comigo, e a dor de saber que já não poderei voltar a ter-te comigo.
Não me imagino a ter um dos mais perfeitos dias da minha vida sem te ter lá, não me imagino naquele dia ao qual te descolarias a meu lado dando singelos passos cheios de afecto envolvendo-me num manto de alegria inalienável; naquele dia não te terei lá.
Os meus sonhos continuam a inclinar-se procurando-te incessantemente, dou por mim embrulhada na utopia de ser mentira, de que não desvaneceste. Continuo a procurar-te em todos os rostos, em todos os passos que dou, em todos os gestos que vejo, continuo a ter esperança de um amanhã, um amanhã no qual estarás ao meu lado.
Esta ferida continuará irreparável, a alma continuará dissipável , e esta dor jamais cessará de doer.
Por favor, volta, volta nem que seja em sonhos, nem que seja num mundo imaginado, num sonho nunca aproveitado, num mundo que nunca sofreu; volta para o mundo onde o amor de pai e filha nunca morreu.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Essência




Paços leves, toques suaves e arrepios amistosos cingem-me à essência ainda agora despertada. Sentindo o perfume emanado, seguindo o amor não brotado, eu deixo-me envolver. Pouco me importa os contornos que poderás ter em mim,  os limites que possas ultrapassar, a amargura que mais tarde me possa abarcar, quero vivenciar o sabor inalcançável, a liberdade insaciável, a exaltação jubilosa que me delimitará e que me levará ao encaixe da minha almejada  essência, tu.
 Não há vidas sem desequilíbrios, não há amor sem lágrima brotada, sem fúria vivida, sem felicidade gritada, sem alma perdida.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Pranto






As bolhas continuam a fervilhar em mim, a tentar transbordar-me, a tentar transbordar as incertezas e as expectativas à medida que elas se desenvolvem no mundo que eu abarco. Contemplar é o que me tem restado, aperto é o que me tem sobrado, e aqui continuo eu, à entrada da porta onde nunca vou entrar, a procurar um caminho onde me isolar, e a fingir algo que na realidade não sou eu. Lágrimas brotam na face de alguém que não entende, não se entende a si, nem ao que a envolve, lágrimas brotam na vida de alguém, que mesmo não sabendo se sobrevive, ainda se move.