sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Leva



Leva, leva para bem longe, despe-me, despe-me de sentimentos, deixa-me , deixa-me sem este aperto no coração que me impede de respirar, agarra, agarra este sentimento que sinto por ti, leva-o, leva-o contigo por  mundos infinitos de ilusão pois já me perdi algures aí também. Se cair, que caía do mais alto possível.
If you’re not the one , then why does my soul fills glad today ?*

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Não te percebo

Eu não te percebo, não percebo porque me deixas assim, como num segundo me deixas derretida, como num segundo me deixas ansiar pelo teu toque, como num segundo anceio sentir-te, cheirar-te, querer mandar parar o tempo e ficar ao teu lado para toda a eternidade... Uma pessoa apaixonada ilude-se facilmente, cria um conto de fadas, e por vezes magoa-se... Mas eu não criei... Sempre tive noção de que não sentes o mesmo, sempre tive noção que iria sair magoada... Mas... Para quê aquilo? Para ti secalhar não vale nada, pena que para mim vale tudo...

Sofrimento

Sofrimento, como caracterizá-lo? É verdade que às vezes só sofremos porque queremos, porque às vezes há sempre uma saída, uma solução. Mas sei também que há momentos na nossa vida que o sofrimento de apodera de nós, nos engole por completo, e por mais que tentamos de fazê-lo desaparecer, acaba por se tornar impossível. Sei que há vários tipos se sofrimento, há o que o tempo cura e aquele com que temos que viver diariamente e que apesar de que com o passar do tempo habituares-te, nunca te conformas… Apetece-te simplesmente parar, cair ao chão, sem forças, sem ar, sem vontade de continuar ,e ficamos retidos na esperança de mudarmos o nosso rumo ,aí o máximo e o possível a fazer é agarrares aos amigos, é tentar sorrir e muitas vezes fingir uma felicidade inexistente, porque é assim que quando estamos muito mal nos vamos aguentando, e passamos a dar valor ás mais pequenas coisas da vida, ás coisas insignificantes para alguma pessoas passam a ter um valor especial para nós. No sofrimento há um momento em que temos que ir á luta com ele, não podemos estar parados a ver o tempo passar e nós sem sorriso, no nosso mundo, num mundo sem cor, temos que ter a capacidade de tentar passar por cima e aproveitar os bons momentos, vivê-los, pois nunca se sabe quando podem escassear.
Há quem diga que a seguir ao sofrimento vêm logo a felicidade, eu concordo, no entanto faço outra pergunta: Por quanto tempo? É verdade que a seguir á tempestade vêm a bonança mas depois pumba, quando menos esperamos estamos com outro sofrimento em cima. A felicidade não depende das coisas exteriores, mas da maneira como as encaramos. E há que pensar que muitas pessoas perdem pequenas alegrias enquanto aguardam a grande felicidade.

Céu, o limite?

Será que existe ‘céu’? Será que podemos acreditar nele? Ou será apenas uma invenção longínqua, como que uma necessidade de conforto da nossa parte? Acho que essa será sempre uma incógnita, uma das inúmeras que fazem parte da nossa vida. É o paraíso? Não sei, não sei se o poderei considerar desse maneira… Nunca lá estive, correcto? Porquê ter uma ‘imagem’ tão boa? Só por lá permanecerem as pessoas que amamos? Talvez, talvez essa seja uma boa maneira de acreditar que é o paraíso, o sitio onde seremos felizes para toda a eternidade, é bom acreditarmos nisso, mas será essa a verdadeira realidade? Será esse o significado do céu? Paz?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Mundo de incertezas

Será que vivemos na incerteza? Será que vivemos num mundo no qual nada é certo? Nem sempre temos certeza do que o que vemos é a verdadeira realidade, a realidade nua e crua. Muitas vezes as pessoas revestem-na com máscaras tornando quase impossível a sua descodificação. Será que podemos dar como certo tudo o que temos? Parece que tudo é incerto, cada acção que faça, cada palavra que diga, cada gesto, cada olhar, porque nunca sei qual a reacção seguinte. Vivemos num mundo de incertezas? Talvez. Tens a certeza de que existes? Sim; agora pergunto : Por quanto tempo? Incerto.

Saudade ?

Se me perguntassem se sinto saudades tuas a resposta seria não sei, e porque? Porque não quero pensar sequer nessa possibilidade… Não te quero imaginar colado a mim… Não quero imaginar para depois ansiar por ter esse momento mais uma vez. Não quero… Não posso… Sei que imaginá-lo-ia mil e umas vezes esse momento na minha cabeça, repetidamente, sei que um sorriso quase que automático me invadiria e que me derreteria com estas pequenas memórias…logo agora que só as quero esquecer porque sei que neste momento além de boas memórias ,são memórias das quais fui o teu escape… Das quais amei ser o teu escape, das quais recordo agora como momentos de incerteza, incerteza do que sentes ou sentiste… Amo a maneira como me fazes sorrir, a maneira como uma simples palavra tua me activa secretamente um turbilhão de pensamentos, de sentimentos, de alegria, de bem-estar, amo a pessoa que és, amo a tua personalidade, o teu olhar, sorriso, toque, amo tudo em ti, no entanto é por te amar tanto , é por me seres tão perfeito que tenho que ignorar esse sentimento.

Realidade inexistente

Não é bom imaginar uma realidade que não existe? Uma realidade inexistente? Uma realidade feita somente nas nossas cabeças? Um realidade feita de mil e uma cores , mil e uma cores de felicidade, de alegria, de fantasia, uma realidade única.
Será que faz mal? Será que faz bem? Será que é saudável? É tão bom imaginar… Processar na minha mente a realidade, a felicidade inexistente, o problema é passá-la pró mundo mais real, pró mundo inteligível…
No entanto a realidade somos nós que a fazemos…*