sábado, 18 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Anywhere over the rainbow
Luzes encaminham-se em meu auxilio tentando iluminar esta alma abarcada pela nostalgia que a consome e que tal como a torna mais forte, a vai abatendo aos poucos.
Afasto-me das luzes preferindo a escuridão por segundos, preferindo não ver nada do que ver a desgostosa realidade que me envolve.
Uma parte de mim anseia por partir, anseia para que o dia chegue e me leve daqui, pois eu sei bem que lá estou melhor que aqui, pois sei bem que lá será tudo mais fácil, no entanto e em contrariar a vontade imperativa que a minha mente expele, aparece o meu débil coração procurando um motivo para ficar.
Lá apaziguarei a minha dor e lá jamais caprichosamente uma lágrima escorrerá nas minhas faces sem aviso prévio.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Little dream
Rodeada nas luzes da ribalta assim eu me encaminhava para o pequeno palco que á minha frente se encontrara, os meus pés começaram a estremecer e solenemente na minha cabeça começou uma melodia que veio em meu auxilio no intuito de me acalmar.
Dirigi-me ao pequeno piano onde apenas uma exígua luz nele insidia , sentei-me delicadamente no banco de seda e senti rapidamente o cheiro que havia no ar, era um cheiro pomposo. Num ápice estimulante e delicado os meus dedos fizeram magia fazendo ecoar na colossal sala um melodia hipnotizante, a melodia do amor.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Agora sou eu, mas melhor
Mergulhada em profundos sonhos ilícitos e intermináveis, assim eu desperto para o novo rumo que em mim renasce e que outrora estava adormecido.
Exíguas quimeras transformam-se na realidade corpórea absolvida de sorrisos, tentando descodificar a autenticidade do meu coração.
Aquecida em lençóis de afecções e tocada de novas sensibilidades, assim eu dou cor ao meu mundo conturbado de comoções esporádicas que tentam manter em mim um pulsar quase que genial, fazendo-me muitas vezes atirar borda fora da bolha onde me encontro, fazendo-me sentir a brisa, fazendo-me sentir eu, mas melhor.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Meros desabafos
Preciso navegar daqui para outro mundo, precisso arrumar sentimentos, esquecer emoções, demandar novos objectivos, necessito ouvir as minhas sensações que foram abafadas devido á abundância de energia que me corre nas veias e que é diariamente desperdiçada.
Preciso de salvar uma vida, preciso de salvar a minha vida, preciso de me salvar dos meus sentimentos acalorados, das sensações ilícitas, das palavras brotadas em dias menos reluzentes, do meu diamante lapidado rodeado por plasma, preciso de esquecer o cheiro entranhado nos poros do meu corpo, os choros sádicos que começam agora a reinar em mim.
Preciso, necessito, quero, fugir.de mim
Preciso de salvar uma vida, preciso de salvar a minha vida, preciso de me salvar dos meus sentimentos acalorados, das sensações ilícitas, das palavras brotadas em dias menos reluzentes, do meu diamante lapidado rodeado por plasma, preciso de esquecer o cheiro entranhado nos poros do meu corpo, os choros sádicos que começam agora a reinar em mim.
Preciso, necessito, quero, fugir.
domingo, 15 de maio de 2011
Nothing can change the death
Bem me recordo do dia, do dia em que me apercebi de que os milagres não existem, no dia em que tu desapareceste e tudo o que me restou foi uma grande dor, naquele dia esqueci tudo e todos, naquele dia parte de mim desmoronou e jamais se voltará a erguer.
Só queria fugir, só queria desaparecer, só queria morrer também, não imaginava a minha vida sem ti, não imaginava o resto da minha vida sem te voltar a ver.
Ao saber a notícia reinou em mim o maior sentimento de impotência que alguma vez senti, reinou em mim a angústia, reinou em mim a tristeza inacabável.
Começas a gaguejar, até se apoderar de ti a esperança de ser uma total mentira, a esperança é a única coisa que te resta. Aí esperas um milagre, um milagre que nunca aparece, aí que é quando mais precisas dele, é quando davas tudo para o ter, todavia ele não aparece.
Naquele momento pensas que já nem os amigos te valem, ou melhor, não pensas, perdes todos os sentidos, e a tua vida torna-se numa enorme questão.
O teu coração desfaz-se em mil pedaços, assim como o que restava de ti.
Não têm a mínima noção do que é saber que uma das pessoas que vos fez vir ao mundo, uma das pessoas que mais amavam está neste preciso momento num caixão, debaixo de terra, não têm noção do quão asfixiante que é, só quem passa é que sabe.
De repente, naquele momento senti muito frio, tremia incontrolavelmente, os dentes batiam e as lágrimas corriam pela cara a baixo, o meu coração congelou. É impossível descrever correctamente o que senti naquele momento. Nunca ninguém me disse que era fácil, mas também ninguém me disse que era tão difícil.
Ao explorar conversas antigas as lágrimas criam-se nos meus olhos e não as consigo conter por muito tempo. Com o passar do tempo a vontade de gritar aumenta, mas não vai mudar rigorosamente nada, a dor permanecerá.
Está quase a fazer um ano e ainda nem bem acredito, não acredito como a vida pode ser tão madrasta e tirar assim a vida a uma pessoa, como num momento temos tudo e no outro segundo já não temos nada e o nosso mundo rui, o nosso coração explode e a nossa alma eleva-se.
Não me imagino daqui a uns anos no dia do meu casamento, alguém me acompanhar até ao altar sem seres tu, não me imagino a mostrar fotos do avô aos meus filhos como sendo tu apenas uma memória, sim porque não estás cá.
Pergunto-me o que te passou pela cabeça naquela manhã, naquele momento, naquele segundo.
Há momentos em que não sei se o que aconteceu me está a fazer mais forte ou a matar-me, porque cada dia que passa a saudade aumenta, a dor não parece atenuar, e a chama na minha garganta inflama sendo quase impossível respirar.
Só te queria poder ver mais uma vez, poder-te tocar, abraçar, deixar-me tomar nos teus braços e neles permanecer mesmo que por segundos, queria poder-te dizer o quanto gosto de ti e o quanto preciso de ti, aqui ao meu lado, na minha vida.
Ás vezes olho para o telemóvel e penso em ligar-te, mas sei que não estarás lá…
O meu sonho estava a aproximar-se… Só faltavam dois meses, dois míseros meses, e do nada desapareceste…
Não há dia em que não chore, não há dia em que não grite por ti, não há dia em que não implore para acordar deste pesadelo, mas nada te trás de volta, e acabo por me sentir impotente, sem saber mais o que fazer.
Não tens noção do quão preciso de ti aqui ao meu lado.
No ar ficará a pergunta se algum dia me irás ver… Dizem que eles estão sempre connosco e que se orgulham de nós e eu gosto de acreditar nisso, mas a verdade é que não te consigo ver…Não te consigo ver…
Eu sinceramente não sei como consegui, eu sinceramente não sei como ainda hoje consigo conviver com a realidade de que foste e não voltas, não sei como consigo. Todos os dias quando acordo sinto aquela dor desmedida que me vai atormentando até me fazer expelir, todos os dias há um sorriso que nas minhas faces emerge, é quase como que uma luta que faço todos os dias, uma luta que se baseia em ser feliz.
A vida é a coisa mais frágil que existe, nunca sabemos quando termina, por isso sorri, aproveita-a enquanto podes, sim porque tu podes porque estás vivo e tens uma vida pela frente. Por quanto tempo? Incerto.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Emoção frenética
Esta emoção frenética continua incessante em mim, porém já nem sei se lhe posso chamar de exígua devida á sua verdadeira essência, á sua autêntica elucidação. Esta emoção faz-me entrar em tremeliques quase celestiais tragando-me para uma escuridão cristalina de sensações ilícitas.
Dou por mim a garimpar estrelas, dou por mim a perguntar se esta emoção será infindável, se irá corroer-me o peito como outrora, se será uma mera emoção banal, ou se irei entrar num choro sádico e inflamável que me fará entrar em nostalgia.
Na noite despida de obstáculos ínfimos e esporádicos reconheço que hoje sou a estrela que ensinaste a voar.
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